História da Vacina

A História das vacinas e os principais imunizantes contra a Covid 19

A História das vacinas

A vacina representa um marco na história da humanidade. Para se ter uma ideia, entre 1896 e o final da década de 1970, a varíola matou   mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Mas, graças à vacina, em 1980, a varíola foi erradicada do planeta.

Os primeiros registros sobre tentativas de imunização vêm da China. No século X, chineses trituravam cascas de feridas provocadas pela varíola e sopravam o pó (com o vírus morto) sobre o rosto das pessoas.

Em 1798, o médico e cientista inglês Edward Jenner observou que trabalhadores da zona rural não pegavam varíola, pois haviam tido contato com a varíola bovina (Variolae vaccinae) que provocava sintomas mais leves no corpo humano. Então, Jenner inoculou o vírus da varíola bovina no braço de um garoto saudável de 8 anos. O garoto contraiu a doença de forma branda e se curou.

Em 1881, o cientista francês Louis Pasteur desenvolveu vacinas para combater   a cólera aviária e carbúnculo (antraz). Em homenagem a Jenner, batizou a substância imunizante com o nome de “vacina”.

Como as vacinas funcionam

Quando um patógeno (vírus ou bactéria) entra no nosso corpo, nosso sistema imune inicia a produção de anticorpos. Mas esse processo pode levar de uma a duas semanas. Por conta disso, os patógenos podem se multiplicar e acabamos adoecendo.

Nesse processo, nosso sistema imune “aprende” a se defender desse patógeno e quando entramos em contato com ele novamente, os anticorpos são produzidos, rapidamente.

As vacinas são desenvolvidas com patógenos transformados de forma que não permitam que fiquemos doentes, mas que sejam reconhecidos por nosso sistema imune. Assim, quando entramos em contato com esse patógeno, nosso sistema imune já tem a capacidade de produzir anticorpos.

 Os principais imunizantes contra a Covid 19

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem mais de 200 imunizantes sendo pesquisados no planeta. A corrida pela vacina contra a Covid 19 entra para a história, pois os estudos, testes e análises foram realizados em tempo recorde. No geral, seriam necessários alguns anos para que ficasse pronta. Mas, ainda em 2020, já haviam vacinas aprovadas para uso emergencial em alguns países.

  • Tecnologias usadas na produção de vacinas

Vírus enfraquecido ou inativo: os vírus são enfraquecidos e manipulados geneticamente para não terem mais a capacidade de causar doenças. O vírus pode ser inativado por produtos químicos (formaldeído) ou calor. As vacinas contra sarampo e poliomielite, por exemplo, são produzidas dessa forma.

Vetor viral: utiliza outro vírus (um adenovírus que causa resfriado comum em chimpanzé) como um vetor para carregar as informações genéticas do coronavírus. Esse vírus é modificado geneticamente no momento em que é introduzido parte do material genético do Sars-Cov 2 (causador da Covid 19). Assim, passa a carregar as instruções para produção de uma proteína característica do coronavírus (proteína spike), presente no envoltório do vírus e utilizada para se ligar à célula do hospedeiro.

RNA – mensageiro: não utiliza nenhum tipo de micro-organismo. Esse novo tipo de imunizante carrega as instruções para que a célula humana produza apenas uma proteína do vírus e não o   inteiro (como ocorre nos casos das infecções por vírus). O sistema imune então desenvolve anticorpos para esse material genético “intruso”. 

Segue abaixo um quadro explicativo sobre as  seis   vacinas:

CoronaVac
Butantan
Oxford Astrazeneca
Fiocruz
Pfizer BioNTech
Moderna
Sputnik V Instituto
Gamalea
Janssen
Origem
China
Reino Unido
Alemanha
EUA
Rússia
Bélgica
Tecnologia
Vírus inativo
Vetor Viral
RNA – mensageiro
RNA – mensageiro
Vetor Viral
Vetor Viral
Eficácia geral
50,38%
70%
95%
94,1%
91,6%
85%
Nº de doses
2
2
2
2
2
1

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